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São Roque, SP, Brazil
Socióloga (Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela Unesp Araraquara e Mestre em Sociologia também pela Unesp Araraquara). Professora de Ensino Superior, Pré-Vestibular e Médio.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mais 2011


"QUEM TEVE A IDÉIA DE CORTAR O TEMPO EM FATIAS A QUE SE DEU O NOME DE ANO, FOI UM INDIVÍDUO GENIAL.

INDUSTRIALIZOU A ESPERANÇA FAZENDO-A FUNCIONAR NO LIMITE DA EXAUSTÃO.

DOZE MESES DÃO PARA QUALQUER SER HUMANO SE CANSAR E ENTREGAR OS PONTOS.

AÍ ENTRA O MILAGRE DA RENOVAÇÃO E TUDO COMEÇA OUTRA VEZ, COM OUTRO NÚMERO E OUTRA VONTADE DE ACREDITAR QUE DAQUI PRA FRENTE VAI SER TUDO DIFERENTE".

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

2011

Um ótimo 2011 a todos e votos de que cada um de nós possa fazer sempre o melhor, independente da causa ! 

domingo, 28 de novembro de 2010

Homenagem aos Beatles e à vinda de Paul MacCartney ao Brasil

Análise coerente sobre a crise no RJ

Até agora, um dos mais coerentes artigos e escrito por alguém que tem autoridade no assunto: Luiz Eduardo Soares, cientista político e antropólogo, Professor da UERJ e da Estácio de Sá, ex-secretário nacional de segurança; coautor de Cabeça de Porco, Elite da Tropa, Espírito Santo e Elite da Tropa2.

A crise no Rio e o pastiche midiático
Luiz Eduardo Soares
Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu--, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão-- quanto os jornalistas.
Digo isso para explicar por que, na crise atual, tenho recusado convites para falar e colaborar com a mídia:
(1) Recebi muitos telefonemas, recados e mensagens. As chamadas são contínuas, a tal ponto que não me restou alternativa a desligar o celular. Ao todo, nesses dias, foram mais de cem pedidos de entrevistas ou declarações. Nem que eu contasse com uma equipe de secretários, teria como responder a todos e muito menos como atendê-los. Por isso, aproveito a oportunidade para desculpar-me. Creiam, não se trata de descortesia ou desapreço pelos repórteres, produtores ou entrevistadores que me procuraram.
(2) Além disso, não tenho informações de bastidor que mereçam divulgação. Por outro lado, não faria sentido jogar pelo ralo a credibilidade que construí ao longo da vida. E isso poderia acontecer se eu aceitasse aparecer na TV, no rádio ou nos jornais, glosando os discursos oficiais que estão sendo difundidos, declamando platitudes, reproduzindo o senso comum pleno de preconceitos, ou divagando em torno de especulações. A situação é muito grave e não admite leviandades. Portanto, só faria sentido falar se fosse para contribuir de modo eficaz para o entendimento mais amplo e profundo da realidade que vivemos. Como fazê-lo em alguns parcos minutos, entrecortados por intervenções de locutores e debatedores? Como fazê-lo no contexto em que todo pensamento analítico é editado, truncado, espremido –em uma palavra, banido--, para que reinem, incontrastáveis, a exaltação passional das emergências, as imagens espetaculares, os dramas individuais e a retórica paradoxalmente triunfalista do discurso oficial.
(3) Por fim, não posso mais compactuar com o ciclo sempre repetido na mídia: atenção à segurança nas crises agudas e nenhum investimento reflexivo e informativo realmente denso e consistente, na entressafra, isto é, nos intervalos entre as crises. Na crise, as perguntas recorrentes são: (a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a explosão de violência? (b) O que a polícia deveria fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas? (c) Por que o governo não chama o Exército? (d) A imagem internacional do Rio foi maculada? (e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?
Ao longo dos últimos 25 anos, pelo menos, me tornei “as aspas” que ajudaram a legitimar inúmeras reportagens. No tópico, “especialistas”, lá estava eu, tentando, com alguns colegas, furar o bloqueio à afirmação de uma perspectiva um pouquinho menos trivial e imediatista. Muitas dessas reportagens, por sua excelente qualidade, prescindiriam de minhas aspas –nesses casos, reduzi-me a recurso ocioso, mera formalidade das regras jornalísticas. Outras, nem com todas as aspas do mundo se sustentariam. Pois bem, acho que já fui ou proporcionei aspas o suficiente. Esse código jornalístico, com as exceções de praxe, não funciona, quando o tema tratado é complexo, pouco conhecido e, por sua natureza, rebelde ao modelo de explicação corrente. Modelo que não nasceu na mídia, mas que orienta as visões aí predominantes. Particularmente, não gostaria de continuar a ser cúmplice involuntário de sua contínua reprodução.
Eis por que as perguntas mencionadas são expressivas do pobre modelo explicativo corrente e por que devem ser consideradas obstáculos ao conhecimento e réplicas de hábitos mentais refratários às mudanças inadiáveis. Respondo sem a elegância que a presença de um entrevistador exigiria. Serei, por assim dizer, curto e grosso, aproveitando-me do expediente discursivo aqui adotado, em que sou eu mesmo o formulador das questões a desconstruir. Eis as respostas, na sequência das perguntas, que repito para facilitar a leitura:
(a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a violência e resolver o desafio da insegurança?
Nada que se possa fazer já, imediatamente, resolverá a insegurança. Quando se está na crise, usam-se os instrumentos disponíveis e os procedimentos conhecidos para conter os sintomas e salvar o paciente. Se desejamos, de fato, resolver algum problema grave, não é possível continuar a tratar o paciente apenas quando ele já está na UTI, tomado por uma enfermidade letal, apresentando um quadro agudo. Nessa hora, parte-se para medidas extremas, de desespero, mobilizando-se o canivete e o açougueiro, sem anestesia e assepsia. Nessa hora, o cardiologista abre o tórax do moribundo na maca, no corredor. Não há como construir um novo hospital, decente, eficiente, nem para formar especialistas, nem para prevenir epidemias, nem para adotar procedimentos que evitem o agravamento da patologia. Por isso, o primeiro passo para evitar que a situação se repita é trocar a pergunta. O foco capaz de ajudar a mudar a realidade é aquele apontado por outra pergunta: o que fazer para aperfeiçoar a segurança pública, no Rio e no Brasil, evitando a violência de todos os dias, assim como sua intensificação, expressa nas sucessivas crises?
Se o entrevistador imaginário interpelar o respondente, afirmando que a sociedade exige uma resposta imediata, precisa de uma ação emergencial e não aceita nenhuma abordagem que não produza efeitos práticos imediatos, a melhor resposta seria: caro amigo, sua atitude representa, exatamente, a postura que tem impedido avanços consistentes na segurança pública. Se a sociedade, a mídia e os governos continuarem se recusando a pensar e abordar o problema em profundidade e extensão, como um fenômeno multidimensional a requerer enfrentamento sistêmico, ou seja, se prosseguirmos nos recusando, enquanto Nação, a tratar do problema na perspectiva do médio e do longo prazos, nos condenaremos às crises, cada vez mais dramáticas, para as quais não há soluções mágicas.
A melhor resposta à emergência é começar a se movimentar na direção da reconstrução das condições geradoras da situação emergencial. Quanto ao imediato, não há espaço para nada senão o disponível, acessível, conhecido, que se aplica com maior ou menor destreza, reduzindo-se danos e prolongando-se a vida em risco.
A pergunta é obtusa e obscurantista, cúmplice da ignorância e da apatia.
(b) O que as polícias fluminenses deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?
Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes, nos “arregos” celebrados por suas bandas podres, à luz do dia, diante de todos. Deveriam parar de negociar armas com traficantes, o que as bandas podres fazem, sistematicamente. Deveriam também parar de reproduzir o pior do tráfico, dominando, sob a forma de máfias ou milícias, territórios e populações pela força das armas, visando rendimentos criminosos obtidos por meios cruéis.
Ou seja, a polaridade referida na pergunta (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade. Construí-la –isto é, separar bandido e polícia; distinguir crime e polícia-- teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de segurança digna desse nome. Não há nenhuma modalidade importante de ação criminal no Rio de que segmentos policiais corruptos estejam ausentes. E só por isso que ainda existe tráfico armado, assim como as milícias.
Não digo isso para ofender os policiais ou as instituições. Não generalizo. Pelo contrário, sei que há dezenas de milhares de policiais honrados e honestos, que arriscam, estóica e heroicamente, suas vidas por salários indignos. Considero-os as primeiras vítimas da degradação institucional em curso, porque os envergonha, os humilha, os ameaça e acua o convívio inevitável com milhares de colegas corrompidos, envolvidos na criminalidade, sócios ou mesmo empreendedores do crime.
Não nos iludamos: o tráfico, no modelo que se firmou no Rio, é uma realidade em franco declínio e tende a se eclipsar, derrotado por sua irracionalidade econômica e sua incompatibilidade com as dinâmicas políticas e sociais predominantes, em nosso horizonte histórico. Incapaz, inclusive, de competir com as milícias, cuja competência está na disposição de não se prender, exclusivamente, a um único nicho de mercado, comercializando apenas drogas –mas as incluindo em sua carteira de negócios, quando conveniente. O modelo do tráfico armado, sustentado em domínio territorial, é atrasado, pesado, anti-econômico: custa muito caro manter um exército, recrutar neófitos, armá-los (nada disso é necessário às milícias, posto que seus membros são policiais), mantê-los unidos e disciplinados, enfrentando revezes de todo tipo e ataques por todos os lados, vendo-se forçados a dividir ganhos com a banda podre da polícia (que atua nas milícias) e, eventualmente, com os líderes e aliados da facção. É excessivamente custoso impor-se sobre um território e uma população, sobretudo na medida que os jovens mais vulneráveis ao recrutamento comecem a vislumbrar e encontrar alternativas. Não só o velho modelo é caro, como pode ser substituído com vantagens por outro muito mais rentável e menos arriscado, adotado nos países democráticos mais avançados: a venda por delivery ou em dinâmica varejista nômade, clandestina, discreta, desarmada e pacífica. Em outras palavras, é melhor, mais fácil e lucrativo praticar o negócio das drogas ilícitas como se fosse contrabando ou pirataria do que fazer a guerra. Convenhamos, também é muito menos danoso para a sociedade, por óbvio.
(c) O Exército deveria participar?
Fazendo o trabalho policial, não, pois não existe para isso, não é treinado para isso, nem está equipado para isso. Mas deve, sim, participar. A começar cumprindo sua função de controlar os fluxos das armas no país. Isso resolveria o maior dos problemas: as armas ilegais passando, tranquilamente, de mão em mão, com as benções, a mediação e o estímulo da banda podre das polícias.
E não só o Exército. Também a Marinha, formando uma Guarda Costeira com foco no controle de armas transportadas como cargas clandestinas ou despejadas na baía e nos portos. Assim como a Aeronáutica, identificando e destruindo pistas de pouso clandestinas, controlando o espaço aéreo e apoiando a PF na fiscalização das cargas nos aeroportos.
(d) A imagem internacional do Rio foi maculada?
Claro. Mais uma vez.
(e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?
Sem dúvida. Somos ótimos em eventos. Nesses momentos, aparece dinheiro, surge o “espírito cooperativo”, ações racionais e planejadas impõem-se. Nosso calcanhar de Aquiles é a rotina. Copa e Olimpíadas serão um sucesso. O problema é o dia a dia.
Palavras Finais
Traficantes se rebelam e a cidade vai à lona. Encena-se um drama sangrento, mas ultrapassado. O canto de cisne do tráfico era esperado. Haverá outros momentos análogos, no futuro, mas a tendência declinante é inarredável. E não porque existem as UPPs, mas porque correspondem a um modelo insustentável, economicamente, assim como social e politicamente. As UPPs, vale dizer mais uma vez, são um ótimo programa, que reedita com mais apoio político e fôlego administrativo o programa “Mutirões pela Paz”, que implantei com uma equipe em 1999, e que acabou soterrado pela política com “p” minúsculo, quando fui exonerado, em 2000, ainda que tenha sido ressuscitado, graças à liderança e à competência raras do ten.cel. Carballo Blanco, com o título GPAE, como reação à derrocada que se seguiu à minha saída do governo. A despeito de suas virtudes, valorizadas pela presença de Ricardo Henriques na secretaria estadual de assistência social --um dos melhores gestores do país--, elas não terão futuro se as polícias não forem profundamente transformadas. Afinal, para tornarem-se política pública terão de incluir duas qualidades indispensáveis: escala e sustentatibilidade, ou seja, terão de ser assumidas, na esfera da segurança, pela PM. Contudo, entregar as UPPs à condução da PM seria condená-las à liquidação, dada a degradação institucional já referida.
O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios –as bandas podres das polícias-- prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia.
Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção? Como se refundarão as instituições policiais para que os bons profissionais sejam, afinal, valorizados e qualificados? Como serão transformadas as polícias, para que deixem de ser reativas, ingovernáveis, ineficientes na prevenção e na investigação?
As polícias são instituições absolutamente fundamentais para o Estado democrático de direito. Cumpre-lhes garantir, na prática, os direitos e as liberdades estipulados na Constituição. Sobretudo, cumpre-lhes proteger a vida e a estabilidade das expectativas positivas relativamente à sociabilidade cooperativa e à vigência da legalidade e da justiça. A despeito de sua importância, essas instituições não foram alcançadas em profundidade pelo processo de transição democrática, nem se modernizaram, adaptando-se às exigências da complexa sociedade brasileira contemporânea. O modelo policial foi herdado da ditadura. Ele servia à defesa do Estado autoritário e era funcional ao contexto marcado pelo arbítrio. Não serve à defesa da cidadania. A estrutura organizacional de ambas as polícias impede a gestão racional e a integração, tornando o controle impraticável e a avaliação, seguida por um monitoramento corretivo, inviável. Ineptas para identificar erros, as polícias condenam-se a repeti-los. Elas são rígidas onde teriam de ser plásticas, flexíveis e descentralizadas; e são frouxas e anárquicas, onde deveriam ser rigorosas. Cada uma delas, a PM e a Polícia Civil, são duas instituições: oficiais e não-oficiais; delegados e não-delegados.
E nesse quadro, a PEC-300 é varrida do mapa no Congresso pelos governadores, que pagam aos policiais salários insuficientes, empurrando-os ao segundo emprego na segurança privada informal e ilegal.
Uma das fontes da degradação institucional das polícias é o que denomino "gato orçamentário", esse casamento perverso entre o Estado e a ilegalidade: para evitar o colapso do orçamento público na área de segurança, as autoridades toleram o bico dos policiais em segurança privada. Ao fazê-lo, deixam de fiscalizar dinâmicas benignas (em termos, pois sempre há graves problemas daí decorrentes), nas quais policiais honestos apenas buscam sobreviver dignamente, apesar da ilegalidade de seu segundo emprego, mas também dinâmicas malignas: aquelas em que policiais corruptos provocam a insegurança para vender segurança; unem-se como pistoleiros a soldo em grupos de extermínio; e, no limite, organizam-se como máfias ou milícias, dominando pelo terror populações e territórios. Ou se resolve esse gargalo (pagando o suficiente e fiscalizando a segurança privada /banindo a informal e ilegal; ou legalizando e disciplinando, e fiscalizando o bico), ou não faz sentido buscar aprimorar as polícias.
O Jornal Nacional, nesta quinta, 25 de novembro, definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas.
Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, ou será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa.

Disponível em: http://luizeduardosoares.blogspot.com/2010/11/crise-no-rio-e-o-pastiche-midiatico.html Acesso em 27/11/2010.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filhos... Melhor não tê-los?

Faço a indicação de uma excelente palestra da Psicóloga Roseli Sayão veiculada no Programa Café Filosófico da TV Cultura. A discussão central é sobre o papel da família Contemporânea e a relação pais, filhos e escola. Claro que a palestra ultrapassa os temas, mas trata-se de uma discussão muito pertinente aos nossos tempos mais que modernos e complexo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

João Carlos Martins

Excelente maestro com uma história de vida fascinante, baseada na luta, persistência e crença no ser humano.




"A vida é feita com a disciplina de um atleta e a alma de um poeta"
[João Carlos Martins]

Solano Trindade - O poeta do povo e da resistência negra

Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife (PE). Além de poeta, foi pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Legítimo poeta da resistência negra por excelência. Em 1930, começa a compor poemas afro-brasileiros. Em 1934, participa do I e do II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, para divulgação dos intelectuais e artistas negros. Em 1940, transfere-se para Belo Horizonte. Depois chega ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde funda com o poeta Balduíno de Oliveira um grupo de arte popular, que não foi avante por causa das enchentes.
Retornou ao Recife em 1941, mas logo foi para o Rio de Janeiro, onde faz sucesso no "Café Vermelhinho". Em 1945, funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. Em 1954, está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro – TPB, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955, viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974.

***

Canta América

Não o canto de mentira e falsidade

que a ilusão ariana

cantou para o mundo

na conquista do ouro

nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue

das utópicas novas ordens

de napoleônicas conquistas

mas o canto da liberdade dos povos

e do direito do trabalhador...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política sistemática de sucateamento da rede pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da rede pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores mais qualificados. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Seu atual candidato à presidência não hesita em tentar explicitamente interferir no sistema judiciário e em controlar a produção da informação. Destrata jornalistas que lhe dirigem perguntas embaraçosas, enquanto a TV Cultura demite profissionais que realizaram reportagem sobre pedágios.

Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina a calúnia e a difamação. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Como candidato, José Serra já é uma ameaça à liberdade de imprensa e à democracia. Não é difícil imaginar o que faria se fosse eleito.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cine Pipoca: Adeus Lênin (16/10/2010)

Neste sábado daremos continuidade às nossas sessões do Cinepipoca do Cursinho. Após o filme, faremos o tradicional debate.



Segue sinopse e informações do mesmo:

(Good Bye, Lenin!, 2003) • Direção: Wolfgang Becker

Roteiro: Wolfgang Becker, Bernd Lichtenberg

Gênero: Drama

Origem: Alemanha

Duração: 121 minutos

Tipo: Longa-metragem

Sinopse: A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país.

Data: 16/10/2010 (SÁBADO)

Horário: 14:00 hs

Local: Anfiteatro ETEC

(Cursinho Popular ETEC de São Roque)

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010

Que possamos ser felicitados com propostas coerentes e debates "políticos". Agora o campo político fica mais restrito. Até o dia 31 de outubro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Unicamp cria curso sequencial para estudante de escola pública

O Conselho Universitário da Unicamp aprovou, na semana passada, o Profis (Programa de Formação Interdisciplinar Superior). Pelo programa, os 120 alunos das escolas públicas de Campinas com melhores notas no Enem poderão, a partir de 2011, fazer um curso de dois anos de formação interdisciplinar na universidade.No período, os alunos terão aulas de disciplinas como matemática, português ou ainda ética e primeiros socorros.Ao fim do curso, os alunos que quiserem poderão ingressar, sem vestibular, nos cursos da Unicamp. A prioridade na ocupação das vagas se dará aos com melhor desempenho durante o programa. As vagas que os cursos de graduação oferecerão para o Profis foram criadas especialmente para o programa e não estarão no vestibular tradicional. Medicina, por exemplo, vai oferecer duas vagas extras aos egressos do Profis.Quem optar por não continuar os estudos terá um certificado de curso sequencial de formação superior, algo que, segundo Marcelo Knobel, pró-reitor de graduação, é inédito no Brasil. "Esse modelo é muito comum no exterior, mas não tem aqui", diz. De acordo com o pró-reitor, o Profis vai melhorar a formação dos bons alunos das escolas públicas. "O programa vai beneficiar alunos da escola pública que têm potencial para se desenvolver, mas se autoexcluíam do vestibular."Ainda segundo Knobel, o programa passará por avaliações constantes e poderá incluir escolas públicas de fora de Campinas através de parcerias com outras universidades.
Adaptado de Folha de São Paulo, quarta-feira, 15 de setembro de 2010.

Relações Internacionais: Paraguai e Brasil




terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Ovelha Dolly e a Política Brasileira

Segue indicação de Blog do Além, coluna da Revista Carta Capital. Agora quem reencarna é a ovelha Dolly com uma sarcástica e bem humorada interpretação de nossa realidade política.

Vale a pena dar uma olhada: http://www.blogsdoalem.com.br/dolly/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Flagras Literários

Reservo um singelo espaço neste blog para os cartuns de Bruno Liberati intitulados "Flagras Literários". Eles estão disponíveis no endereço: http://liberatinews.blogspot.com










sábado, 4 de setembro de 2010

Entrevista com Lilia Schwarcz

Conversando sobre o Brasil com Lilia Schwarcz
Por Robert Darnton*

Em recente viagem ao Brasil, conversei com Lilia Moritz Schwarcz, uma das melhores antropólogas e historiadoras do país. Nossa conversa acabou convergindo para os dois temas que ela estudou com maior profundidade — racismo e identidade nacional.

Visitei o Brasil pela primeira vez em 1989, quando a economia estava quase paralisada pela hiperinflação, tiroteios irrompiam nas favelas e Lula, herói do movimento sindical mas ainda inseguro como político, realizava sua primeira campanha à presidência. Tudo aquilo me pareceu fascinante e assustador. Na minha segunda viagem, alguns anos mais tarde, conheci Lilia e seu marido, Luiz Schwarcz, que começava a transformar a editora que tinha fundado, a Companhia das Letras, numa das melhores casas editoriais da América do Sul. Eles me proporcionaram um dia repleto de brasilidade, que guardo na memória como uma das experiências mais felizes da minha vida: pela manhã, um passeio com seus filhos pelo parque mais importante de São Paulo, onde famílias de todas as cores faziam piqueniques e brincavam iluminadas por um sol deslumbrante; no almoço, um excursão por especialidades brasileiras nunca sonhadas por minha filosofia culinária (mas como não era dia de feijoada, nada de orelhas ou rabos de porco); uma partida de futebol internacional (o Brasil ganhou da Venezuela e as arquibancadas explodiram de alegria); e por fim, incontáveis caipirinhas e um espetáculo intimista de Caetano Veloso no auge do lirismo e das provocações políticas.

Desde então, nunca mais deixei de ficar maravilhado com a energia e a originalidade da cultura brasileira. Todavia não finjo compreendê-la, especialmente por estar em constante mudança. E eu não falo português. Posso apenas fazer perguntas em inglês e me esforçar para apreender as respostas. Teria o mito do Brasil como um “gigante adormecido” se tornado uma profecia que cumpriu a si mesma? “Ele despertou”, dizem hoje. A economia está em franca ascensão, o sistema de saúde se expande, a alfabetização melhora a cada dia. Há também profecias de ruína, pois a história econômica do Brasil lembra ciclos de crescimento e queda impostos sobre séculos de escravidão e empobrecimento. De qualquer modo, Lula está chegando ao final do segundo e último mandato como presidente. Seja qual for a opinião dos brasileiros sobre sua nova política externa, mais assertiva, que inclui o cultivo de relações amigáveis com o Irã (a maioria da população não parece interessada no assunto), em geral eles concordam que Lula gerenciou bem a economia e fez muito para melhorar a vida dos pobres. Seu mandato termina em outubro e ele está apoiando Dilma Rousseff, ex-chefe da Casa Civil de seu governo, cujas chances de vitória estão em grande parte amparadas na popularidade do presidente. O primeiro debate da nova campanha presidencial, ocorrido em 5 de agosto, foi um evento cordato — indicação, me garantem, de uma democracia saudável, que deixou para trás os tempos dos golpes. Agora os estrangeiros estão fazendo novas perguntas sobre o caráter deste novo grande poder. Transmiti a Lilia alguns dos questionamentos mais comuns.

Robert Darnton: A ascensão do Brasil como um dos protagonistas no cenário mundial suscita questionamentos sobre a identidade nacional do país. Alguns são hostis, como o que você diz ter encontrado em sua última viagem aos EUA: como você pode viver num país tomado por favelas e violência? Qual sua resposta a isso?

Lilia Moritz Schwarcz: É curioso como o Brasil hoje tem uma nova imagem no exterior. Costumávamos ser vistos como “exóticos”; um país de capoeira, candomblé, carnaval e mulatas. Continuamos a ser vistos como exóticos, mas esse exotismo ganhou um novo ingrediente: a violência, até mesmo uma nova estética da violência, especialmente no modo como o Brasil é retratado em filmes contemporâneos, como Cidade de Deus. O fascínio que muitas pessoas de fora do Brasil têm pelas favelas é ambíguo. Por um lado as favelas são vistas como comunidades violentas, sujeitas a líderes violentos alheios à autoridade do Estado. Por outro, são apenas “diferentes” — panoramas de uma cultura alheia à cultura dominante, com maneiras particulares e especiais de comemorar, dançar, jogar futebol. Não temos favelas por todos os lados, mas é o que gostam de pensar os estrangeiros. Criamos uma nova espécie de turismo, que inclui uma “favela tour”. É tudo falso, mas os turistas vivem a ilusão de experimentar um outro mundo. E você, Bob? Tem medo de andar por certas regiões de Nova York? Seria o Harlem um tipo de favela?

RD: Sim, como muitos nova-iorquinos, sinto um pouco de medo quando desço do metrô na estação errada ou me distancio demais da rua 125. Mas quando visito o Brasil, gosto de imaginar que estou num país que vem lidando bem com sua história de racismo. Seria possível o Brasil evoluir para uma sociedade mestiça, de múltiplas nuances, como aquela imaginada por Gilberto Freyre?

LMS: Bob, antes da minha resposta gostaria de saber se você considera Obama um “presidente negro”. Faço essa pergunta porque no Brasil a definição de cor depende do contexto, do momento e do temperamento da pessoa que faz ou responde a pergunta.

RD: Se você fizer essa pergunta a qualquer americano, ou mesmo ao próprio Obama, a resposta certamente será “sim”. Nos EUA, apesar das inúmeras variações de cor da pele, não temos uma noção de raça que abrigue múltiplas nuances. Ou você é negro, ou você é branco ou é algo não intimamente ligado à cor, como chinês ou hispânico.

LMS: No Brasil você é o que se descreve ser. Temos cinco cores oficiais — preto, branco, amarelo, indígena e pardo. Na realidade, porém, pesquisas demonstraram que temos mais de 130 cores. Os brasileiros gostam de descrever seu espectro de cores como um arco-íris, e também consideramos que a cor é um modo flexível de categorizar as pessoas. Venho estudando por muitos anos uma partida de futebol chamada “Pretos x Brancos”, que acontece em Heliópolis, uma favela de São Paulo. Em teoria, onze jogadores brancos enfrentam onze jogadores negros. Mas a cada ano eles trocam de cor, como se trocassem de meias ou camisas — em determinado ano um jogador escolhe jogar por um time e no ano seguinte por outro, alegando que se sente “mais negro” ou “mais branco”. Além disso, no Brasil uma pessoa se torna mais branca quando enriquece. Conversei recentemente com um dentista em Minas Gerais. Como está envelhecendo, seu cabelo embranqueceu, e ele é muito reconhecido em sua cidadezinha. Começou a fumar charutos, ingressou no Rotary Club local. Ele me disse: “quando eu era negro, minha vida era muito difícil”. Isso demonstra como ser branco é um símbolo poderoso, mesmo hoje em dia. Temos aqui dois lados da mesma moeda: por um lado, a identidade é flexível; por outro, ser branco é, no fim das contas, a aspiração de algumas pessoas. Mas existe um aspecto comum, a ideia de que podemos manipular nossa cor e nossa raça.

RD: Isso significa que o Brasil está desenvolvendo uma forma menos perniciosa de racismo?

LMS: Considero todas as formas de racismo igualmente terríveis. Estou apenas afirmando que o racismo brasileiro é diferente. Por exemplo: em 2000, concluímos um projeto de pesquisa que consistia em três perguntas aparentemente simples: “você tem algum preconceito?” 97 por cento dos entrevistados respondeu “não”. “Você conhece alguém que tem preconceito?” 99 por cento respondeu “sim”. Se você respondesse sim à segunda pergunta, pedíamos que descrevesse sua relação com essa pessoa. As pessoas mencionavam os nomes de amigos e parentes, mesmo sem que isso fosse perguntado. Concluímos que todo brasileiro se considera uma ilha de democracia racial cercada por um oceano de racismo. Mas as coisas estão mudando: ainda que as ações afirmativas só tenham sido iniciadas na década de 1980, hoje são bastante eficazes e temos um sistema de cotas e bônus nas universidades (os principais beneficiários do sistema são pessoas pobres que estudaram em escolas públicas e, por consequência, pessoas negras). História Africana é disciplina obrigatória nas escolas. Estamos começando a entender a complexidade do preconceito racial, ao invés de negar sua existência.

RD: Imagino, então, que os estrangeiros não possam se fiar em Orfeu Negro como indicativo das atitudes raciais no Brasil. Mas como vocês lidam com outros elementos integrantes da noção estereotípica da identidade brasileira? A cultura popular brasileira é composta apenas de samba e futebol?

LMS: É a imagem mais comum do nosso país, e de certa forma foi um construto artificial promovido por Getúlio Vargas, nosso presidente populista dos anos 1930. Ele “nacionalizou”, digamos assim, a capoeira, o candomblé, o samba e o futebol. Chegou mesmo a definir a feijoada (uma comida herdada dos escravos) como símbolo do Brasil. Segundo ele, o branco do arroz significava a população branca. O feijão preto representava os africanos. O vermelho da pimenta correspondia aos povos indígenas. O amarelo da mandioca simbolizava os japoneses e chineses que aportaram no país no início do século XX. E o verde dos vegetais era a floresta. Isso pode ser encarado como marketing político, mas foi algo muito astuto. Hoje pensamos no Brasil como um país de cultura única, muito embora tenhamos inúmeras subculturas diferentes. Será que o mesmo pode ser dito sobre os Estados Unidos?

RD: Falamos do “melting pot” (“caldeirão de culturas”), mas nem todos acreditamos nisso; e se algo cozinhou nesse caldeirão, feijoada é que não foi.

* Texto originalmente publicado na The New York Review of Books. Tradução por Daniel Pellizzari.

Disponível em: http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/09/conversando-sobre-o-brasil-com-lilia-schwarcz/

Gramática Sociológico-Cultural

"O pleonasmo é um incesto gramatical" (Millôr Fernandes)

domingo, 29 de agosto de 2010

Prefeitura e Etec comemoram início das aulas do cursinho popular


A Escola Técnica do Centro Paula Souza (Etec) de São Roque, em parceria com a prefeitura do município, deu início na tarde de quarta-feira, 25, às aulas do cursinho popular preparatório para vestibulares, aos alunos egressos de escolas públicas e selecionados por meio de processo seletivo. Foram 175 candidatos inscritos, selecionados por meio de processo seletivo, para 80 vagas disponíveis.
Os critérios de seleção dos candidatos foram: uma prova mais análise do histórico escolar. Segundo a professora Priscila B. Dalbem Gaspar, para a classificação foi contado o tempo de estudo do candidato na rede pública. “A proposta da escola foi priorizar totalmente os candidatos de escolas públicas, porque consideramos que essa é a forma mais justa para darmos oportunidades às pessoas que não têm condições de pagar um cursinho e pretendem ingressar numa faculdade ou universidade pública”, acrescentou o professor Rogério de Souza. Ambos estão à frente do projeto com o apoio da direção da escola.
A iniciativa é pioneira entre as Etec’s e o projeto teve 100% de aprovação do prefeito Efaneu para a implantação no município. “O objetivo dessa administração é oferecer estudos de qualidade à comunidade são-roquense. Assim como a Etec, já conseguimos o IFSP (Instituto Federal de São Paulo), o Centro Educacional do SESI e em breve estará na cidade a extensão da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Sorocaba. Tudo isso, porque pensamos na qualidade de vida de nossa população”, comemora o prefeito.
O curso será ministrado por profissionais altamente qualificados, mestres, doutores e especialistas. O material didático utilizado e disponibilizado pela escola aos alunos será a apostila da Poli, que vem mostrando resultados significativos nos últimos anos.
As aulas acontecerão às quartas, quintas e sextas-feiras, das 13h às 18h20 e aos sábados, das 7h30 às 13h, nas dependências da Etec de São Roque.
Aula inaugural
O início das atividades do cursinho popular foi marcado com uma cerimônia e contou com a presença da assessora técnica do gabinete, Márcia Najarro representando o prefeito Efaneu Nolasco Godinho, que não pode comparecer ao evento por conta de outros compromissos externos; da diretora da escola, Cecília Aparecida Góes de Oliveira Costa; das representantes do Departamento de Educação, Maria da Conceição Valente Vidal e Sueli Mendes Gonçalves; dos professores que ministrarão aulas no cursinho e Marielza Garbellti representando a dirigente de ensino de São Roque, Maria Zilda Cesarotto.
Para Cecília, diretora da escola, é motivo de satisfação começar mais essa nova atividade numa unidade que prioriza o ensino de qualidade. Ela reforçou também que isso só foi possível concretizar pelo apoio concedido do prefeito Efaneu. “Ele não mediu esforços”, completou.
Na oportunidade ela desejou boas vindas aos alunos e acrescentou: “é uma experiência única e pretendemos levar o projeto para outras Etec’s. Vocês estão sendo privilegiados e aproveitem o máximo dos estudos. Nosso desejo é que vocês ingressem no curso dos seus sonhos”, falou emocionada aos alunos.

Fonte: Guia São Roque (26/8/2010 - São Roque - SP)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cursinho Popular em São Roque

Etec e prefeitura criam cursinho pré-vestibular gratuito; inscrições serão abertas em agosto

Fonte: Jornal da Economia - 30/07/2010

A Prefeitura da Estância Turística de São Roque e a Escola Técnica do Centro Paula Souza em São Roque firmaram uma parceria para oferecer cursinho preparatório para vestibulares. Serão 80 vagas gratuitas para alunos egressos de escolas públicas da cidade e da região. As aulas acontecerão às quartas, quintas e sextas-feiras, das 13h às 18h20 e aos sábados, das 7h30 às 13h, nas dependências da Etec de São Roque.As inscrições para a prova que selecionará os estudantes que preenche rão as vagas disponíveis estarão abertas no período de 4 a 6 de agosto das 13 às 18 horas na própria Etec. A prova será aplicada no dia 14 de agosto às 8 horas.No ato da inscrição serão exigidos original e cópia dos seguintes documentos: RG; histórico escolar do ensino médio ou declaração escolar, para aqueles que estão cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio; histórico escolar do ensino fundamental e duas fotos 3x4.

Escola Técnica Paula Souza – São Roque Rua 22 de Abril, 35 – Jardim Renê
Telefone: (11) 4784-3220 / 4712-3858

terça-feira, 27 de julho de 2010

POLÍTICA


"A política é talvez a única profissão para a qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação" (Robert Louis Stevenson)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Anima Mundi 2010

Ocorre, no final deste mês um dos melhores festivais de animação: o Anima Mundi. O Festival acontecerá em São Paulo no período de 28 de julho a 01 de agosto de 2010. As sessões acontecerão no memorial da América Latina e no Centro Cultural Banco do Brasil. Vale a pena conferir.
Site do evento:

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Serra ordena demissões na TV Cultura?

Dois renomados jornalistas da TV Cultura, tutelada pelo governo paulista, foram demitidos nos últimos dias: Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli. Por mera coincidência, ambos questionaram os abusivos pedágios cobrados nas rodovias privatizadas do estado. A mídia demotucana, que tanto bravateia sobre a “liberdade de expressão”, evita tratar do assunto, que relembra a perseguição e a censura nos piores tempos da ditadura. Ela não vacila em blindar o presidenciável José Serra. Heródoto Barbeiro, apresentador do programa Roda Viva, foi demitido após perguntar, ao vivo, sobre os altos pedágios. O ex-governador Serra, autoritário e despreparado, atacou o jornalista, acusando-o de repetir o “trololó petista”. Heródoto será substituído por Marília Gabriela, uma das estrelas da Rede Globo. Já Gabriel Priolli, que assumira a função de diretor de jornalismo da TV Cultura apenas uma semana antes, foi sumariamente dispensado ao pautar uma reportagem sobre o “delicado” assunto, que tanto incomoda e irrita os tucanos.


Segue link com trecho de entrevista de José Serra no Programa Roda Viva:


http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc&feature=player_embedded

terça-feira, 13 de julho de 2010

Para quem gosta de desenhos de animação...

Animação - Especial Estadão

O norte-americano William Hanna (14/7/1910-22/3/2001) foi um dos grandes animadores de todos os tempos e, em parceria com Joseph Barbera produziu mais de 2.000 personagens animados entre 1957 e 1991.

O site do Estadão veiculou em sua página um especial muito interessante sobre os cachorros clássicos dos desenhos: Scooby-Doo, Rabugento, Dino, entre outros. Para quem quiser matar as saudades destes desenhos, recomendo a página. Interativamente você descobre o ano de criação dos personagens e acompanha um resuminho do desenho. Sessão volta aos bons tempos...

http://www.estadao.com.br/especiais/100-anos-de-william-hanna,111298.htm

Ditadura e autoritarismo

Ao ler o artigo abaixo, lembrei-me de uma (das inúmeras...) referência sobre o tema: o filme "Julgamento de Nuremberg" (há uma edição antiga de 1961 e uma mais recente, de 2001). Apesar de tratar da temática do nazismo e do julgamento dos criminosos de guerra de Hitler, a discussão tem como respaldo o centro das crenças de Videla: um regime de cunho autoritário só se legitima quando os seus idealizadores e executores o têm como uma verdade absoluta e inquestionável (a seus olhos...)
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Depoimento de Videla é repudiado por críticos e vítimas da ditadura militar argentina

Por Daniella Cambaúva*

Vinte e sete anos após o fim da ditadura militar argentina (1966-1983), o ex-ditador Jorge Rafael Videla senta mais uma vez no banco dos réus. Acostumado a manter-se calado durante os julgamentos, ontem (5/7), numa atitude inédita, Videla assumiu e defendeu os crimes cometidos no período. O fato provocou revolta entre ex-presos políticos, familiares de desaparecidos e políticos argentinos.

“Ver Videla me causa uma rejeição visceral, pois ele é o símbolo da pior ditadura”, disse o deputado portenho, Aníbal Ibarra, ex-prefeito de Buenos Aires, que foi secretário do julgamento das Juntas Militares. Videla e outros 24 acusados respondem pelo fuzilamento em 1976 de 30 detidos em uma prisão da província de Córdoba.

Na sessão de ontem, Videla não negou as acusações imputadas. “Assumo minha responsabilidade na guerra interna, meus subordinados se limitaram a cumprir minhas ordens”, afirmou diante do tribunal de Córdoba.

Segundo a imprensa local, os outros réus pediram para deixar a sala durante o depoimento do ex-ditador, que se comportou de forma “fria, como se estivesse justificando os crimes cometidos”, detalhou em uma reportagem publicada no Clarín a jornalista Marta Platía.

Após a declaração de Videla, a presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, disse que “repudia a divulgação permanente das palavras do genocida”.

“Em vez de passar o que Videla disse, para que os jovens saibam o que aconteceu durante a ditadura, as Mães acreditam que é preciso mostrar o que ele fez”, afirmou, por meio de um comunicado. Segundo Hebe, as palavras de Videla são “repugnantes”, pois o ex-ditador quer justificar a tortura, os fuzilamentos, sequestros e destruição de famílias.

Desde sexta-feira (2/7), o ex-ditador, 84 anos, está sendo julgado por crimes de violação de direitos humanos, como assassinato, tortura, sequestro e prisão arbitrária. Essa foi a primeira vez que o ex-ditador deu uma declaração pública após a redemocratização, segundo o promotor Julio César Strassera, que acompanha o julgamento de ex-repressores. Na avaliação do promotor Carlos Gonella, no depoimento de Videla está “evidente a cumplicidade com o terrorismo de Estado”.

“Estamos diante de um julgamento paradigmático do que foi o terrorismo de Estado e o que é importante é que vai ficar em evidência o consentimento que houve entre setores da sociedade civil que atuaram junto com aquele governo”, afirmou Gonella, citado pelo Diário de Julgamento, criado pela associação Hijos da filial de Córdoba para reunir e divulgar o material do processo.

Ficha: Videla encabeçou o golpe de estado de 24 de março de 1976 que substituiu a então presidente Isabelita Perón por uma junta militar, formada por ele, representando o Exército, o almirante Emilio Eduardo Massera da Marinha e o brigadeiro general Orlando Ramón Agosti pela Força Aérea, dando início ao “Processo de Reorganização Nacional”.

Hoje, devem ser ouvidos os outros 24 réus. Depois, serão apresentadas provas e documentos, além de testemunhos de ex-presos e familiares. Segundo o Ministério Público da Argentina, desde 2003, 625 pessoas foram processadas por violações de direitos humanos cometidas na ditaduras. Destas, 53 foram condenadas.
O ex-ditador, que também enfrenta acusações na Itália, na Espanha, na França e na Alemanha pelas mortes de civis na Argentina, chegou a ficar em cadeias militares e em prisão domiciliar, mas agora está em uma cela comum. Com o ex-ditador já condenado à prisão perpétua, o julgamento que começa nesta sexta não pode elevar seu tempo na cadeia, mas as famílias das vítimas consideram que uma possível condenação pode ajudar a superar as mortes.

*Matéria originalmente no Opera Mundi
Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Férias no Butantan

Agência FAPESP – O Instituto Butantan (IB), em São Paulo, está apresentando durante o mês de julho as exposições Grandes epidemias e O vírus H1N1 na mira da ciência. De caráter temporário, essas instalações se somam aos programas de visitação do instituto que englobam os Museus Biológico, de Microbiologia e Histórico.

A programação é voltada às férias escolares e envolve a abertura do Laboratório do Museu de Microbiologia ao público até o dia 30 de julho e a atividade Mão na cobra só no Butantan, oferecida em frente ao serpentário do IB na qual os visitantes são convidados a manipular espécies não venenosas de serpentes.

“O objetivo é desmistificar a relação de medo com o animal. A serpente é talvez o bicho que mais causa aversão às pessoas”, disse o pesquisador do Butantan, Otávio Marques, que espera incentivar a preservação desses animais por meio da diminuição da aversão.

A entrada para os três museus é única e custa R$ 6. Estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, pessoas acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais têm entrada franca.

A programação vai de terça a domingo, das 9h às 16h30, e a bilheteria do IB funciona das 8h45 às 16h15. A atividade Mão na cobra só no Butantan ocorre somente às quintas-feiras das 14h30 às 15h30 e é gratuita.

O Butantan fica na Avenida Vital Brasil 1.500, no bairro do Butantã, Zona Oeste da capital paulista.

Mais informações pelo telefone (11) 3726-7222 ramais: 2063 / 2264.
Disponível em Boletim da Agência Fapesp.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

9 de Julho: Revolução Constitucionalista

Este feriado de 9 de julho é interessante de ser lembrado por duas coisas: uma, é que parte dos brasileiros desconhece a criação (o que aconteceu neste dia?) do "recente" feriado, outra, é que sempre me recordo de uma fala de José Simão: "os paulistas perderam a guerra, mas ganharam o feriado"! (E isso, todo mundo respeita, mesmo não sabendo seu significado).

Segue em anexo um artigo do Prof. Marco Antônio Villa, veiculado na Folha de São Paulo (Tendências e Debates) de hoje que esmiúça a Revolução e seus significados.


1932 - Constituição e cidadania  (MARCO ANTONIO VILLA)
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A tarefa que se colocou para vencedores (e para vencidos) foi a de recolocar a política como elemento central no enfrentamento de problemas

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A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior conflito bélico da história brasileira do século 20. Foram mais de 100 mil homens combatendo. Estima-se que o Exército federal teve cerca de 55 mil homens nas frentes de batalha; os constitucionalistas, aproximadamente 30 mil soldados -dos quais 10 mil eram voluntários-, e mais de 30 mil das forças policiais do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

A guerra acabou ficando restrita fundamentalmente a São Paulo: o apoio sinalizado por Flores da Cunha, interventor no Rio Grande do Sul, não ocorreu, e as oposições estaduais também não tiveram força militar para criar outros focos de rebelião, mesmo onde havia apoio popular, como no Pará, Rio Grande do Norte e Piauí.

No Rio Grande do Sul, ocorreram alguns combates, mas acabaram derrotados. Em Minas Gerais, o máximo que os rebeldes conseguiram foi a tomada da cidade de Pirapora por três dias.

O maior apoio aos constitucionalistas veio de Mato Grosso: o sul do Estado foi o teatro de violentos combates e o Exército federal deslocou milhares de homens para lá. No Rio de Janeiro ocorreram principalmente manifestações estudantis, e as passeatas foram duramente reprimidas pela polícia.

A indecisão no avanço pelo Vale do Paraíba em direção à capital federal, que poderia, pela surpresa, criar sérias dificuldades ao governo, a ausência de apoios militares em outros Estados e o fechamento dos portos paulistas -especialmente o de Santos- pela Marinha selaram a sorte militar da Revolução já na segunda quinzena de julho. A derrota seria só uma questão de tempo.

A rendição dos constitucionalistas foi considerada uma traição. O governo civil imputou à Força Pública ter assinado a paz em condições humilhantes. Ledo engano. A resistência militar seria inútil, além de criar uma fratura social e política de proporções inimagináveis. A tarefa que se colocou para os vencedores (e para os vencidos) foi a de recolocar a política como elemento central no enfrentamento dos problemas nacionais.

Nunca mais o Brasil teve uma guerra civil. Os principais líderes foram presos, tiveram seus direitos políticos suspensos e dezenas foram exilados. Um ano depois, a maioria já tinha regressado ao Brasil, devido aos indultos concedidos pelo governo.

O ano de 1932 faz parte da luta pela liberdade e pela democracia. A questão central foi a convocação de Assembleia Constituinte e a realização de eleições livres (a Constituição de 1891 estava suspensa e inexistia o Poder Legislativo). Em país marcado pelo autoritarismo -e em uma década com fascismo, nazismo, stalinismo, franquismo etc.-, aqui em São Paulo foi gestada uma revolução, que, como destacou o jurista Hélio Bicudo, "se constituiu no maior movimento popular de caráter democrático a que assistimos no Brasil".

 
MARCO ANTONIO VILLA, historiador, é professor da Universidade Federal de São Carlos e autor, entre outros livros, de "1932: Imagens de uma Revolução" (Imprensa Oficial).



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Curso de Educação no Trânsito

08/07/2010 09h18 - Atualizado em 08/07/2010 09h18


CET dará curso à distância sobre educação no trânsito

Programa gratuito é voltado para professores.

Inscrições podem ser feitas no site da companhia.

Do G1 SP

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) lança nesta quinta-feira (8) em São Paulo um curso à distância sobre educação no trânsito. Gratuito, o programa é voltado para educadores.

Inicialmente, serão aceitas inscrições de professores dos níveis Fundamental II e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Professores dos níveis Infantil, Fundamental I, Suplência II, além de diretores, coordenadores pedagógicos e futuros docentes poderão se inscrever para as próximas turmas.
O objetivo do curso é capacitar os professores para disseminar a educação para o trânsito nas escolas. O programa foi desenvolvido com suporte técnico do Senac. O curso terá carga horária de 20 horas, que poderão ser concluídas em 30 dias. Os alunos poderão ser atendidos por telefone ou por e-mail. Quem concluir o curso irá receber um certificado.

De acordo com a CET, cerca de 200 pessoas já se inscreveram. As primeiras turmas começam neste mês, e outras estão previstas até o fim do ano. Quem quiser participar pode se inscrever no site da companhia (http://www.cetsp.com.br/).

Artigo disponível na página do G1.

sábado, 3 de julho de 2010

Invictus

Excelente Filme de Clint Eastwood.
Autor dosa a sensibilidade artística à personalidade de Nelson Mandela. Leitura interessante sobre as mudanças políticas, econômicas e sociais da África do Sul da década de 90. Tendo como pano de fundo a Copa do Mundo de Rugby de 1995, o autor aborda temas instigantes: racismo, política, sociedade e diferenciação social, persistência, crença no ser humano entre outros. Recomendo.