Sociedade em debate
Espaço de informação e reflexão sobre o mundo...
Quem sou eu
- Agnes Cruz
- São Roque, SP, Brazil
- Socióloga (Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela Unesp Araraquara e Mestre em Sociologia também pela Unesp Araraquara). Professora de Ensino Superior, Pré-Vestibular e Médio.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Retornando...
Os sábios geralmente morrem loucos.
Os tolos morrem sufocados pelos conselhos.
Morre-se de idiotice quando se raciocina demais.
Alguns morrem por sentir tudo,
Outros morrem por não sentir nada.
Alguns são tolos porque não morrem de sentimento,
E outros são tolos porque morrem de sentimento.
É bobagem sucumbir por excesso de inteligência.
Alguns morrem por entender tudo,
E outros vivem por não entender nada.
Embora muitos morram de tolice,
Poucos tolos chegam a morrer de fato,
Pois poucos começaram a viver
Sobre o Autor: Baltasar Gracián
Nascido na Espanha, foi prosador, teólogo e filósofo do século XVII.Foi uma pessoa importante, por ser considerado o líder do conceptismo, um estilo literário sóbrio e conciso. Quando escrevia sobre a ética da vida usava um pseudônimo. Ao descobrirem foi punido com a proibição de publicar e perda da cátedra. Influenciou pessoas como La Rochefoucauld, Voltaire, Lacan, Schopenhauer e Nietzsche.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Fala de índio mexicano quando da "comemoração" dos 500 anos do descobrimento de América pelos europeus
Eu, Guaicaipuro Cautémoc, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500 anos. O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou países inteiros. Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar. Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram à Europa 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... Teria sido um saque? Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram A seu sétimo mandamento. Genocídio...? Não. Eu jamais pensaria que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão. Espoliação...? Não. Seria o mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças à inundação da Europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra! Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigáveis que nós, índios, fizemos à Europa. Achar que não foi isso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas. Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês, europeus. Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, nos perguntamos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos. Lamentamos dizer que não. Vocês dilapidaram esse dinheiro em armadas invencíveis, terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo. E acabaram ocupados pelas tropas da OTAN. Vocês foram incapazes de acabar com o capital e deixar de depender das matérias primas e da energia barata que arrancam do terceiro mundo. Por isso, meus senhores da Europa, eu me sinto obrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos. E os juros. Não, não vamos cobrar de vocês as taxas de 20 a 30 por cento de juros que vocês impõem ao Terceiro mundo. Queremos apenas a devolução dos metais preciosos, mais 10 por cento sobre 500 anos. Lamento dizer, mas a dívida europeia para conosco, índios, pesa mais que o planeta Terra!... E vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais! Sei que vocês não têm esse dinheiro, porque não souberam gerar riquezas com nosso generoso empréstimo. Mas há sempre uma saída: entreguem-nos a Europa inteira, como primeira prestação de sua dívida histórica.
terça-feira, 15 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Carnaval políticamente correto

Por Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
Como seu próprio nome antecipava, o bloco carnavalesco "Que merda é essa?", usando camisetas com Monteiro Lobato abraçado a uma mulata, enfrentou protestos irados de militantes que denunciaram o escritor por racismo contra Tia Nastácia e recomendaram ao Ministério da Educação o seu banimento das escolas públicas.
Com o avanço do politicamente correto, "Índio quer apito" será um dos próximos alvos, pela forma pejorativa de se referir aos nossos silvícolas, os verdadeiros donos da terra brasileira, enganados e explorados pelos brancos.
Por seu desrespeito à diversidade sexual e sua homofobia latente, Cabeleira do Zezé não deverá mais ser cantada nas ruas e em bailes, por estimular preconceitos contra homossexuais. Nem Maria Sapatão, a correspondente feminina da violência homofóbica contra o Zezé ("Corta o cabelo dele!" ). Além da ofensa ao profeta Maomé, ao compará-lo a um gay cabeludo. Por muito menos Salman Rushdie teve de passar anos escondido da fúria islâmica.
Precursor do politicamente correto, o fundamentalismo islâmico exigirá a proibição de Alá-Lá-Ô por usar com desrespeito o Nome Supremo em festas devassas e ofender o Islã. Um aiatolá dos Emirados Sáderes pode até emitir uma fatwa condenando os autores da blasfêmia à morte.
Pelo uso do termo pejorativo e racista "crioulo" não escaparão da condenação nem os ilustres afro-brasileiros Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescarzinho e Jair do Cavaquinho, criadores do clássico Quatro Crioulos, em 1965. Além da palavra maldita, a música diz que eles ocupam boquinhas públicas, em plena ditadura:
"São quatro crioulos inteligentes / rapazes muito decentes / fazendo inveja a muita gente / muito bem empregados numa secretaria ?"
O Samba do Crioulo Doido, de Sérgio Porto, é pior: por sugerir que a burrice e a ignorância seriam exclusivas dos negros e associá-las ao mundo do samba. Puro preconceito: a estupidez não escolhe cor e também abunda no rock, na política e no esporte. E cada vez mais nos meios acadêmicos racialistas e politicamente corretos.
Bom carnaval multicultural!
Fonte: http://www.estadao.com.br/
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A política e os desafios diários...
Este ano, aliás, como nos demais dedicados à docência, não há como fugir, nas aulas, sejam de sociologia ou ciência política, do espinhoso e ao mesmo tempo fascinante mundo da política. A grande dificuldade em se discutir ou provocar o debate sobre o tema depara-se no fato de que, para nós ela já é carregada de uma símbologia negativa, tal como a charge o ilustra acima.
O desafio encontra-se justamente no fato de tentarmos interpretar os fatores que levaram a tal imagem e sem dúvida, a sociedade brasileira nos dá uma aula de como as coisas “chegaram ao pé” onde estão hoje. A cada ano, o desafio que se coloca é despertar, em especial nos alunos mais jovens um espírito de que a política sofre justamente de um mal que nos é muito particular: aqueles que tem os meios para modificá-la e transformá-la renegam participar da mesma, isto é, a política hoje sofre esse impacto negativo justamente pela falta daqueles que mais contribuiriam para dar pleno sentido à ela: mentes críticas, pensantes e com espírito de mudança e transformação. Por isso a política é uma atividade para a qual se pensa não ser necessária nenhuma preparação.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
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