Não foi nenhuma surpresa deparar-me, semana passada com esta capa da Revista Veja. Comparar a renúncia de Mubarak a um Golpe Militar tem muito a ver com o estilo (dos mais preferidos) da revista. Se aquilo o que ocorreu no Egito, aliás uma clamação popular, uma insatisfação geral (e numerosa, diga-se de passagem) popular, foi um golpe (será que da esquerda?) acho que não sei mais sobre o que tanto aprendi e tanto li: Ciência Política. É claro que não posso exigir de um veículo de comunicação os pormenores desse imenso universo que cerca o mundo da política, porém, afirmar que, tratou-se de um golpe, requer explicações viáveis e ninguém precisa ser em expert na ciência do poder e suas instituições para saber do "equívoco indigesto", senão infeliz da Revista.
Acredito que nós "ocidentais" possamos tirar alguns ensinamentos básicos daquilo que afirmamos ser a democracia por aqui, começando pela primeira lição egípicia desse fevereiro de 2011.
Agnes Cruz de Souza

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