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São Roque, SP, Brazil
Socióloga (Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela Unesp Araraquara e Mestre em Sociologia também pela Unesp Araraquara). Professora de Ensino Superior, Pré-Vestibular e Médio.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A política e os desafios diários...


Este ano, aliás, como nos demais dedicados à docência, não há como fugir, nas aulas, sejam de sociologia ou ciência política, do espinhoso e ao mesmo tempo fascinante mundo da política. A grande dificuldade em se discutir ou provocar o debate sobre o tema depara-se no fato de que, para nós ela já é carregada de uma símbologia negativa, tal como a charge o ilustra acima.

 
O desafio encontra-se justamente no fato de tentarmos interpretar os fatores que levaram a tal imagem e sem dúvida, a sociedade brasileira nos dá uma aula de como as coisas “chegaram ao pé” onde estão hoje. A cada ano, o desafio que se coloca é despertar, em especial nos alunos mais jovens um espírito de que a política sofre justamente de um mal que nos é muito particular: aqueles que tem os meios para modificá-la e transformá-la renegam participar da mesma, isto é, a política hoje sofre esse impacto negativo justamente pela falta daqueles que mais contribuiriam para dar pleno sentido à ela: mentes críticas, pensantes e com espírito de mudança e transformação. Por isso a política é uma atividade para a qual se pensa não ser necessária nenhuma preparação.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Revista Veja e o "Golpe Militar" no Egito


Não foi nenhuma surpresa deparar-me, semana passada com esta capa da Revista Veja. Comparar a renúncia de Mubarak a um Golpe Militar tem muito a ver com o estilo (dos mais preferidos) da revista. Se aquilo o que ocorreu no Egito, aliás uma clamação popular, uma insatisfação geral (e numerosa, diga-se de passagem) popular, foi um golpe (será que da esquerda?) acho que não sei mais sobre o que tanto aprendi e tanto li: Ciência Política. É claro que não posso exigir de um veículo de comunicação os pormenores desse imenso universo que cerca o mundo da política, porém, afirmar que, tratou-se de um golpe, requer explicações viáveis e ninguém precisa ser em expert na ciência do poder e suas instituições para saber do "equívoco indigesto", senão infeliz da Revista.
Acredito que nós "ocidentais" possamos tirar alguns ensinamentos básicos daquilo que afirmamos ser a democracia por aqui, começando pela primeira lição egípicia desse fevereiro de 2011.


Agnes Cruz de Souza



Cursinho Popular da Etec de São Roque abre inscrições

Depois de apresentar excelentes resultados com o ingresso de diversos alunos em faculdades públicas, o Cursinho Etec Popular de São Roque (CEP-SR), parceria entre a Prefeitura local e o Centro Paula Souza (Escola Técnica), inicia, na próxima semana, as inscrições para o Curso Pré-vestibular Extensivo 2011.

O período de Inscrição será de 23 de fevereiro a 04 de março de 2011, de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 12h; 13h30 às 16h30 e 18h às 21h, e no sábado (26/02), das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, no Prédio da Escola Técnica de São Roque, situada na rua 22 de abril, nº 35 – Jardim Renê, São Roque.
Para se inscrever, o candidato deverá preencher a Ficha de Inscrição, apresentar o original e fotocópia legível dos seguintes documentos: a) Cédula de Identidade (RG); b) Cadastro de Pessoa Física (CPF); c) Histórico Escolar do Ensino Fundamental; d) Histórico Escolar do Ensino Médio (para os candidatos egressos do Ensino Médio); e) Declaração provisória de matrícula na 2ª ou 3ª série do Ensino Médio (para os candidatos que são estudantes do Ensino Médio). A Taxa de Inscrição será 1 (um) quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados a projetos sociais do município.
A seleção dos estudantes constará de análise do Histórico Escolar e uma Prova Objetiva que será realizada em etapa única, no dia 13 de março de 2011, com início às 14h. A prova será constituída por 40 (quarenta) questões, todas elas relativas às disciplinas do Ensino Médio.
Para este ano, serão oferecidas 200 vagas distribuídas da seguinte maneira: 100 no período noturno e 100 vagas para aulas aos sábados. No ato da inscrição o candidato deverá indicar o período que pretende estudar.
As aulas do período noturno serão ministradas de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h30, nas dependências da EMEF Dr. Bernardino de Campos (Rua Mal. Deodoro da Fonseca, 132 – Centro – São Roque/SP). As aulas aos sábados serão ministradas das 8h às 18h20 nas dependências da Escola Técnica de São Roque (Rua 22 de Abril, 35 – Jardim René – São Roque/SP).
O Edital completo pode ser consultado no Mural de Informações da Etec de São Roque, situada à Rua 22 de Abril, 35 – Jd. René – São Roque; no site da Prefeitura municipal: http://www.saoroque.sp.gov.br/ e no site da Etec de São Roque: http://www.etecsr.com.br/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vermelho como o céu


Brilhante filme italiano que discute com muita clareza, simplicidade, as coisas simples da vida, mesmo que falte a nós coisas que consideramos fundamentais, porém, não essenciais.

A bela estética europeia sensibiliza em especial pela linguagem simples e tão próxima da realidade que nos cerca. É uma excelente discussão sobre inclusão, família, sonhos, sobre ser diferente num mundo (aliás, década de 70) que prega o que temos de ser de maneira padronizada.

Só pra terminar, agora menos, mas o caso de Césare Batistti já estava enchendo o saco! Muito melhor reler essa época regado a um cinema de ótima qualidade (baseado em fatos reais). Vale a pena. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cama e Poder

Não é nada do que estão pensando...

Segue uma reflexão interessante de José de Souza Martins, publicada no Estadão de hoje (03/01/2010). O artigo traz à tona questões fundamentais para pensarmos na sociedade brasileira: cidadania, relações de poder e como aqui tudo se encaminha de uma forma "sui generis".


  
Cama e poder

(José de Souza Martins - O Estado de S.Paulo)

Em agosto de 1620, chegou à vila de São Paulo a notícia de que, no Cubatão, aprestava-se para subir a Serra do Mar, com destino ao planalto, o ouvidor Amâncio Rebelo Coelho. Vinha em visita de correição, como era costume, os juízes de fora verificando e corrigindo as decisões dos juízes ordinários, os juízes de dentro. Era questão de dias para que o magistrado assomasse às portas da vila, deitado em rede e carregado no lombo de índios sujeitos à servidão.
Os oficiais da Câmara ficaram alvoroçados. Como hospedar o visitante? Seria hospedado na casa da Câmara e cadeia, casinha jeitosa como se vê num desenho de 1628. Mas não havia cama para o hóspede. Não fazia muito tempo, os índios de Piratininga, avós próximos dos paulistas de 1620, dormiam no chão de terra, em cima de folhas ou de esteiras. Os brancos, quando muito, dormiam em rede ou catre de varas. A única cama decente na vila era a de Gonçalo Pires, carpinteiro e empreiteiro de obras, homem abonado que tinha a seu serviço aprendizes e índios. Mas o carapina nem queria ouvir falar em ceder a cama: não a emprestava nem a alugava. O juiz determinou, então, o seu confisco temporário. Vieram seis índios e homens armados e a carregaram, com colchão, cobertor, lençol de algodão e travesseiro. Passada a visita do ouvidor, mandaram que o dono fosse buscá-la. Ele se recusava. Passaram-se meses e anos e o carpinteiro não recebia a cama de volta nem o aluguel que por ela lhe ofereciam. Queria a cama no estado em que a levaram. Passados seis anos, a pendência continuava. Depois disso não se tem mais notícia nem da cama nem de Gonçalo Pires, autor desse prenúncio de cidadania antes que cidadãos existissem por estas e por outras bandas.
Aqui em São Paulo, os problemas que uma cama pode criar para o governo não terminaram com Gonçalo Pires. Em 1962, quando houve a chamada ''guerra da lagosta'', os franceses pescando lagosta indevidamente na costa brasileira, os brasileiros reagindo até com samba que falava que a lagosta é nossa. Em conversa com o nosso embaixador, ao saber do fato, o presidente Charles De Gaulle comentou que "o Brasil não é um país sério". Não obstante, foi De Gaulle, em 1964, convidado a visitar São Paulo pelo governador do Estado.
Alguém alertou, porém, que o general não caberia nas caminhas convencionais do Palácio dos Campos Elísios, na região central. Corre daqui, pensa de lá, e resolveu o governo encomendar ao competente Liceu de Artes e Ofícios a cama rígida e ampla que poupasse o venerado herói da França da ameaça de Procusto, de ter as pernas amputadas para numa cama caber. Se o Liceu fizera as pesadas e robustas portas da catedral, podia fazer a cama do general. E assim foi. Não só o general imenso e suas pernas longas acomodaram-se bem no leito de Estado, como também o seu imenso nariz.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mais 2011


"QUEM TEVE A IDÉIA DE CORTAR O TEMPO EM FATIAS A QUE SE DEU O NOME DE ANO, FOI UM INDIVÍDUO GENIAL.

INDUSTRIALIZOU A ESPERANÇA FAZENDO-A FUNCIONAR NO LIMITE DA EXAUSTÃO.

DOZE MESES DÃO PARA QUALQUER SER HUMANO SE CANSAR E ENTREGAR OS PONTOS.

AÍ ENTRA O MILAGRE DA RENOVAÇÃO E TUDO COMEÇA OUTRA VEZ, COM OUTRO NÚMERO E OUTRA VONTADE DE ACREDITAR QUE DAQUI PRA FRENTE VAI SER TUDO DIFERENTE".

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE